Dra. Mariana Paixão

Dermatologia e Estética

Dermatologia | Cirúrgica

Dermatologia Cirurgica

A cirurgia dermatológica é a área dentro da dermatologia em que se realizam pequenas cirurgias sob anestesia local realizado por um Médico Dermatologista especializado.

Tratamentos

Biópsia

Procedimento simples no qual um pequeno fragmento da pele ou da mucosa é retirado para análise patológica. É comum confundir o termo biópsia com o exame patológico propriamente dito. As biópsias cutâneas podem ser feitas com um “punch”, por “shaving”, por curetagem ou por excisão com bisturi. Todas as técnicas são precedidas por anestesia local, sem risco para o paciente. O anestésico é injetado após assepsia e causa ardência por um período não superior a 30 segundos, além disso, o procedimento não traz qualquer desconforto ao paciente.

Punch: um cilindro de superfície cortante que, ao ser girado rotatoriamente, se aprofunda na pele e permite a remoção de um cone que pode alcançar até a gordura subcutânea. A ferida resultante é pequena e costuma ser suturada. Vários diâmetros são disponibilizados, cada um adequado para diferentes propósitos.

Shaving: é feito com uma navalha que não se aprofunda em demasia, removendo um fragmento mais superficial da pele, mas que pode ser mais extenso do que os removidos por “punch”. Esta maior extensão pode facilitar o estudo patológico das inflamações ou dos tumores de localização superficial.  Não há necessidade de sutura e costuma cicatrizar mais rapidamente, mas não se presta para o estudo de processos inflamatórios mais profundos ou para a avaliação de margens de ressecção cirúrgica nos casos de neoplasias.

Curetagem: raspagem realizada por meio de uma cureta que retira vários e pequenos fragmentos de pele. Cicatriza muito rapidamente, sem necessidade de sutura. Não permite, entretanto, a remoção de partes mais profundas da pele. Nos casos de tumores pequenos, superficiais e em áreas de baixo risco, pode ser curativa, principalmente quando associada à cauterização elétrica ou química subsequente.

Excisão com bisturi: remove fragmentos que podem ter grande extensão e profundidade. Há excisões em forma de fuso de pele fechadas por sutura simples aproximando-se as bordas e outras, de formas circulares ou ovais, reparadas por rotação de retalhos cutâneos que permitem a retirada  de grandes áreas com bom resultado estético. Alguns pontos são necessários para o fechamento da ferida e só devem ser removidos depois de cinco a 20 dias, dependendo da extensão e da localização. É utilizada para remoção de tumores, de bolhas, de paniculites ou de outros processos inflamatórios profundos ou em áreas onde a excisão com bisturi gera melhores cicatrizes.

Indicação

A biópsia, em casos dermatológicos, é realizada a fim de diagnosticar doenças de pele císticas, tumorais, inflamatórias, do desenvolvimento ou de depósito. Nas biópsias excisionais, o objetivo é a resolução do processo por meio da avaliação da suficiência das margens de ressecção cirúrgica.

Retirada de nevos e verrugas

Nevos

Nevos melanocíticos são pequenas manchas marrons regulares na pele, salientes ou não. São popularmente conhecidos por pintas e sinais. Atenção às características dos nevos normais e dos nevos atípicos

Nevos Normais

Um adulto jovem possui entre 10 e 20 pintas, elevadas ou não. O formato deve ser simétrico. A borda regular e bem delimitada. A cor uniforme, e geralmente castanha, marrom ou cor de pele. O diâmetro menor do que 6 mm. Esses nevos concentram-se em áreas expostas ao sol, como face, tronco, braços e pernas. Aparecem até os 35 ou 40 anos e são semelhantes, normalmente não há evolução, nem em tamanho, nem em formato ou coloração.

Nevos Displásicos

Geralmente são maiores do que os nevos comuns e podem apresentar irregularidade do formato ou coloração. Dessa forma, podem ser muito parecidos com um melanoma inicial. As  características que fazem suspeitar de melanoma e, às vezes são vistas nos nevos displásicos, são: assimetria no formato, ou seja, quando se divide a pinta em dois lados, eles são diferentes. Borda irregular ou mal-delimitada – não possui formato definido, como oval ou redondo. Cor variável, geralmente há áreas mais escuras e outras mais claras na mesma pinta. Podendo ser castanha, marrom, marrom escura, vermelha, azul ou preta. Diâmetro maior do que 6 mm. Evolução anormal, ou seja, modificação no sinal, seja crescimento, alteração no formato ou coloração, ou ainda desenvolvimento de sintomas como coceira ou sangramento. O melanoma inicial não apresenta sintomas alarmantes, por isso, qualquer mudança em pintas suspeitas é sinal para procurar o dermatologista. É preciso prestar atenção a sangramentos nas pintas, formação de “casquinhas” ou pequenas úlceras, inchaços e mudança de cor para vermelho, preto ou azulado. A dermatoscopia é extremamente útil na avaliação de pacientes com muitos nevos. É uma forma de se examinar as características dos sinais, pois amplia a imagem e permite a visualização de estruturas internas e de cores invisíveis a olho nu. Dessa forma, um dermatologista pode identificar lesões que levantem dúvidas, mesmo que ainda muito pequenas, e diferenciar com maior precisão lesões suspeitas de lesões benignas. Para pacientes com múltiplos nevos existe a monitorização digital com mapeamento corporal e dermatoscopia digital. Dessa forma pode-se documentar o surgimento de novos sinais ou alterações nos sinais já existentes.  

Tratamentos

A maioria dos nevos melanocíticos não necessita tratamento. Quando existe dúvida se a pinta é um nevo atípico ou um melanoma inicial, deve ser realizada a remoção da mesma para biópsia e confirmação diagnóstica.

Retirada de Verrugas

O tratamento das verrugas varia conforme a idade e o tipo de manifestação da doença. Conheça as alternativas mais comuns:

  • Verrugas vulgares: em crianças, podem ser tratadas por meio da aplicação diária de ácido salicílico em baixas concentrações. Aplicação semanal (no consultório) de cantaridina leva à formação de uma bolha sob a verruga. Retira-se então a porção morta da verruga que se encontra no cume da bolha após cerca de uma semana. Em adultos ou crianças mais velhas, a crioterapia (congelamento) é uma das opções de tratamento, sendo pouco dolorosa e praticamente sem risco de cicatrizes. A eletrocirurgia (queima), apesar de mais dolorosa, é outra boa alternativa, pois remove a verruga em uma única sessão.
  • Verrugas plantares: difíceis de tratar, pois se localizam abaixo da superfície da pele. As opções de tratamento incluem aplicação de adesivos contendo ácido salicílico e outras substâncias químicas. Há também opções cirúrgicas: cirurgia a laser, eletrocirurgia ou excisão.
  • Verrugas planas: métodos que promovam a descamação da pele, como a aplicação diária de ácido salicílico ou outros produtos com o mesmo fim são a recomendação habitual.
  • Verrugas genitais: As mais difíceis de tratar. Tratamentos periódicos em consultório utilizando ácidos ou crioterapia podem ser necessários para a eliminação das verrugas visíveis. O dermatologista pode prescrever uma fórmula de podofilina para usar em casa. Mais modernamente foram desenvolvidos medicamentos de uso tópico que têm ação nas verrugas genitais, porém, devido à sua ação irritante, só devem ser utilizados com orientação médica. Quando são persistentes ou em casos de grandes verrugas genitais, o tratamento cirúrgico é a opção. Mulheres portadoras de verrugas genitais têm maior chance de desenvolver câncer de colo do útero. Por isso, todos os adultos com verrugas genitais devem ser submetidos a tratamento.

Queloide

Cicatrizes hipertóficas e queloides são processos de cicatrização anormais, provocados por uma resposta cicatricial intensa do organismo a um trauma cutâneo, como cirurgias, infecções e queimaduras. São caracterizados pelo aspecto elevado e duro da cicatriz, que ultrapassa os limites da lesão original. Isto pode trazer incômodo, principalmente quando o problema se manifesta em regiões mais visíveis do corpo e próximo de orifícios naturais, como por exemplo, boca, narinas, olhos e ânus.

Há diversas formas de tratamento para o queloide, que podem ser utilizadas separadamente ou combinadas, com sucesso variável. Embora existam evidências de que a terapêutica combinada de um ou mais métodos seja mais eficiente do que uma só (monoterapia), não há consenso quanto às características da lesão que são responsáveis pela melhor resposta terapêutica.

As opções terapêuticas mais comuns são: remoção cirúrgica, radioterapia local, uso de placas de silicone, injeções de corticosteroides

, fitas oclusivas de corticosteroides, betaterapia (radioterapia), terapia fotodinâmica, criocirurgia (congelamento) e laserterapia (aplicação de laser sobre a lesão). A escolha do tratamento dependerá do local e tamanho da cicatriz.

Cirurgia de unha

No início de um quadro de unha encravada, pode-se tentar o tratamento clínico, com higienização frequente da unha e elevação da ponta que está penetrando o tecido por meio da colocação de um pedaço de algodão ou de um fragmento de plástico, como uma haste flexível cortada ao meio. O paciente nunca deve tentar cortar a unha, pois provocará uma piora do quadro. Nos casos que não responderem, é necessário a realização de um tratamento cirúrgico, com a retirada parcial da unha doente, visando desobstruir sua passagem e permitir que ela cresça normalmente.

A cirurgia é feita com anestesia local e, na maioria das vezes, não é necessário remover toda a unha. Pode ser empregada também a técnica de fenolização de matriz ungueal. Nela, ao invés de cortar a unha, o dermatologista aplica um ácido que destrói a parte encravada e o local cicatriza mais rapidamente, sem necessidade de cortes e pontos.

Recidivas não são comuns, mas podem ocorrer. Nos pacientes com tendência a ter unhas em telha (arredondada), é possível fazer abrasão (desbaste) da unha acometida.

Hiperhidrose

A hiperhidrose se caracteriza por uma produção excessiva de suor. Pode ser localizada em pequenas áreas, tais como palmas das mãos, planta dos pés e axilas, ou generalizada em diversas áreas corporais.

A maioria dos pacientes obtém sucesso no tratamento com soluções tópicas. Os demais casos podem contar com as seguintes opções:

  • Iontoforese: terapia que usa um aparelho elétrico para neutralizar as glândulas sudoríparas por meio de correntes iônicas. O paciente deve colocar o aparelho no local afetado (palma, planta ou axila) uma a duas vezes ao dia por tempo médio de 15 a 30 minutos.
  • Toxina botulínica: excelente método para tratar hiperhidrose axilar, palmar, digital e plantar, porém, transitório. Consiste na aplicação da toxina botulínica nos locais afetados, por meio de injeções. A área a ser tratada é previamente anestesiada. A toxina age bloqueando os estímulos nervosos para as glândulas sudoríparas, impedindo a produção excessiva do suor. A injeção pode ser dolorosa nas regiões palmar, digital e plantar, mas trata-se de uma opção de tratamento segura, efetiva e minimamente invasiva. Os resultados do tratamento com toxina botulínica duram em média seis meses; após esse período, o procedimento deve ser repetido.
  • Cirurgia dos nervos simpáticos (simpatectomia): reservada para casos resistentes a outras formas de tratamento. Consiste no corte de alguns nervos simpáticos para reduzir a atividade das glândulas.
  • Aspiração das glândulas: excelente alternativa cirúrgica para o tratamento da hiperhidrose axilar utilizando o instrumental da lipoaspiração. Nesta técnica, com resultados definitivos, as cânulas são inseridas com os orifícios para a superfície (face interna da pele), com o objetivo de remover as glândulas de suor. As incisões são mínimas e as cicatrizes resultantes tornam-se imperceptíveis com o passar do tempo, e o paciente pode retornar às atividades em três dias. É um procedimento realizado com anestesia local e com desconforto pequeno, sem risco de atingir outros órgãos.
  • Micro-ondas: o método emprega um aparelho à base de radiação eletromagnética (micro-ondas) que atinge as camadas mais profundas da pele, sem prejudicar a superfície. Enquanto “cozinha” as glândulas sudoríparas, o aparelho mantém a porção externa da pele resfriada, o que diminui o inchaço e a vermelhidão nas axilas. O aparelho tem também um sistema que protege a parte superficial da pele, enquanto as micro-ondas agem somente na camada a ser tratada. Usa-se uma ponteira descartável para aplicar o tratamento, que efetua tantos disparos quantos forem necessários. Realizado em ambulatório, com anestesia local, o tratamento pode ser utilizado em todos os fototipos de pele. É mais doloroso que a lipoaspiração axilar, mas tem resultados semelhantes e pós-operatório mais confortável.

Dermatologia Clínica

A Dermatologia é uma especialidade clínico-cirúrgica. Os Dermatologistas estão habilitados a diagnosticar e tratar com segurança no próprio consultório.

Dermatologia Capilar

Subespecialidade da Dermatologia que estuda as patologias que acometem os fios, pelos, cabelos e couro cabeludo.

Dermatologia Estética

Também conhecida como Cosmiatria, a Dermatologia Estética é uma área da Dermatologia que cuida da pele na prevenção do fotoenvelhecimento assim melhorando a auto-estima.

Fonte: Site – http://www.sbd.org.br/  SBD Sociedade Brasileira de Dermatologia – https://www.sbcd.org.br/  Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica

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